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31 de Julho de 2015

Parque da Serra dos Órgãos reforça preservação ambiental

Parque Nacional da Serra dos Órgãos - Acervo IER
O parque abrange os municípios de Guapimirim, Magé, Teresópolis e Petrópolis, esta última pertencente a Estrada Real.
Um dos principais destinos de ecoturismo e de prática de esportes de montanha do país, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, passou a contar, neste mês de julho, com uma nova ferramenta de preservação ambiental: uma estação móvel de qualidade do ar. O laboratório deve permanecer na unidade de conservação por um ano e vai monitorar poluentes e parâmetros meteorológicos, como temperatura, umidade e pluviosidade.

A instalação atende a uma reivindicação de pesquisadores e dos conselhos do Parque e do Mosaico da Mata Atlântica Central. O objetivo é monitorar a qualidade do ar antes do início da operação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) – uma refinaria de petróleo localizada no município de Itaboraí (RJ), que deve funcionar a partir de 2016 – e assegurar que a operação deste complexo não prejudicará o meio ambiente na região.

A iniciativa leva em conta o fato de que o parque abriga mais de 2,8 mil espécies de plantas catalogadas pela ciência, 462 espécies de aves, 105 de mamíferos, 103 de anfíbios e 83 de répteis, incluindo 130 animais ameaçados de extinção e muitas espécies endêmicas.

O Parque tem também a maior rede de trilhas do Brasil. São mais de 200 quilômetros em todos os níveis de dificuldade: desde uma suspensa, acessível até a cadeirantes, até a pesada Travessia Petrópolis-Teresópolis, com 30 Km de subidas e descidas pela parte alta das montanhas. Entre as escaladas destacam-se o Dedo de Deus e a Agulha do Diabo, escolhida uma das 15 melhores escaladas em rocha do mundo.

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