Viva a história em cada pedacinho da Estrada Real

Histórias e memórias permeiam cada canto da Estrada Real. Os caminhos são ricos não só das histórias que contam nos livros, mas daquelas que são passadas no boca a boca por gerações. As rotas da ER estão intimamente ligadas à própria história do Brasil e quem percorrê-la terá a chance de levar na bagagem séculos de lutas, conquistas e descobertas que foram fundamentais para o desenvolvimento do país.

CURIOSIDADES E “CAUSOS”

O sino condenado
São João del-Rei – MG
Cabelos dourados
Ouro Preto – MG
A lenda da Igreja Nossa Senhora do Rosário
Sabará – MG
A mulher da rua Direita
Mariana – MG
A origem do nome Milho Verde
Milho Verde – MG
O sino condenado
Todos os sinos de São João del-Rei têm nome. Em 1930, o Jerônimo, um sino, foi preso e condenado à fundição, porque matou o sineiro com uma pancada. De seu bronze nasceu o Francisco, que badala na Igreja de São Francisco de Assis.
Cabelos dourados
Conta-se que os escravos, quando trabalhavam na extração do ouro, escondiam parte do pó dourado em seus cabelos. Para retirar o ouro, colocavam os cabelos numa bacia com água e o ouro lá se depositava. Dizem que, dessa forma, muitos escravos compraram a sua liberdade e que Chico Rei conseguiu financiar a construção da Igreja Santa Efigênia, no Alto da Cruz.
A lenda da Igreja Nossa Senhora do Rosário
Conta a lenda que a Igreja do Rosário estava no meio de sua construção quando a princesa Izabel assinou a Lei Áurea e libertou os escravos. Com medo da princesa se arrepender e dos senhores não os deixarem ir embora, os escravos saíram correndo em busca da tão sonhada liberdade, deixando a igreja inacabada. Os senhores ricos da época tentaram prosseguir a construção da igreja, mas não conseguiam. Eles ordenavam que subissem algumas paredes durante o dia e as almas dos escravos que haviam morrido durante os 118 anos gastos na construção dessa igreja derrubavam tudo durante a noite.
A mulher da rua Direita
Na cidade de Mariana, uma alma penada de uma mulher é vista perambulando pela cidade à noite. Moradores e diversos turistas juram já ter visto a assombração na Rua Direita. Segundo os relatos, a mulher aparece como uma andarilha, de roupas sujas e esfarrapadas. Mas, ao se aproximarem do vulto, a figura se transforma em uma senhora bem vestida e cheia de joias. Pesquisadores do folclore da cidade creem que a mulher possa ser o fantasma de uma senhora rica do século 18.
A origem do nome Milho Verde
Atualmente, há duas versões sobre a história de Milho Verde. Uma delas conta sobre a passagem de bandeirantes na região. Depois de muito andar, alguns deles com fome pararam na casa de um habitante local. Este habitante, Sr. Modesto, ofereceu a eles abrigo e a única coisa que tinha como alimento: milho verde. Em outra versão, contam que apareceu na região, por volta de 1711, um português natural da Província do Ninho. Seu nome, Rodrigues Milho Verde. Esse português veio à procura de ouro e diamante, abundantes nas regiões próximas. Por meio dele, várias pessoas vieram com o mesmo objetivo, formando assim o povoado.
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